Você consegue se imaginar sem conseguir interagir com o mundo, sem ter acesso ao conhecimento na forma escrita?
Impensável, não é mesmo? Ainda mais nos tempos em que vivemos, nos quais absorver informação é – efetivamente – sinônimo de poder ir além.
Mas e quem nasceu cego (ou perdeu a visão ao longo da vida)? Como integrar-se à sociedade desempenhando papel de agente transformador?
Apesar dos variados recursos auditivos dos quais dispomos hoje, todos têm direito de acompanhar as histórias e informações descritas em um livro ou em publicação noticiosa.
Os cegos também!
E como possibilitar isso a eles?
Simples! Por meio do braille!
Falando nele, hoje, 8 de abril, comemoramos o Dia Nacional do Sistema Braille, sabia?
A data tem por objetivo conscientizar a população a respeito da importância das políticas públicas para inclusão das pessoas cegas no sistema educacional do Brasil.
Sistema de códigos em alto relevo que representam todas as letras do alfabeto, números e símbolos aritméticos, o Braille é composto por seis pontos – divididos em duas
colunas de três pontos – que formam um total de 63 combinações diferentes, sendo cada uma representante de um número, letra, pontuação e etc.
A escolha da data é uma homenagem ao nascimento de José Álvares de Azevedo, o primeiro professor cego do Brasil.
Ele, que já veio ao mundo sem poder enxergar, foi enviado à Paris – aos 10 anos de idade – para estudar no Instituto Real dos Jovens Cegos. Lá aprendeu uma técnica criada pelo francês Louis Braille (que perdeu a sua visão quando tinha apenas 3 anos de idade) e, ao voltar para o Brasil, ensinou e espalhou o novo sistema de educação para cegos pelo país.
Celebremos o Dia Nacional do Sistema Braille!
[Fonte: https://www.calendarr.com]